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ALZHEIMER POEMAS E REFLEXÇÃO

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012


óleo de côco
minha mãe está fazendo uso de óleo de côco
pesquizem sobre ele como eu fiz
começou a tomar essa semana e comecei a perceber que ela está melhor
ele é natural então não oferece nenhum risco
é um pouco caro,mas parece estar fazendo bem
ela começou a usar a poucos dias e hoje percebi na forma dela dormir algumas diferenças: ela estava deitada de lado no centro da cama e antes apenas de barriga pra cima e na beirada da cama e rígida
procurem pesquizar a respeito do óleo de côco pra entender melhor como age e seus benefícios
obs: eu ñ vendo nem estou fazendo propagandas ,apenas lí sobre ele e como ele é natural estou dando a minha mãe a pouco tempo e hoje percebí o que relatei na forma de ela dormir
abraços e tenham fé,orem a Deus pelas pessoas acometidas pelo alzheimer
beijos

O MELHOR DE VOCÊ
Madre Teresa de Calcutá


Dê sempre o melhor

E o melhor virá...

Às vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas...

Perdoe-as assim mesmo.

Se você é gentil, as pessoas podem acusá-lo de egoísta e interesseiro...

Seja gentil assim mesmo.

Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros...

Vença assim mesmo.

Se você é honesto e franco, as pessoas podem enganá-lo...

Seja honesto e franco assim mesmo.

O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra...

Construa assim mesmo.

Se você tem paz e é feliz, as pessoas podem sentir inveja...

Seja feliz assim mesmo.

O bem que você faz hoje pode ser esquecido amanhã...

Faça o bem assim mesmo.

Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante...

Dê o melhor de você assim mesmo.

E veja você que, no final das contas...

É entre VOCÊ e DEUS...



Nunca foi entre você e eles!

Hoje vou apagar do meu calendário dois dias:
Ontem e Amanhã!

Ontem foi para aprender!
Amanhã será uma conseqüência do que posso fazer hoje.

Hoje enfrentarei a vida com a convicção de que este dia nunca mais retornará.
Hoje é a última oportunidade que tenho de viver intensamente.
Já que ninguém me assegura que amanhã verei o amanhecer.

Hoje terei coragem para não deixar passar as oportunidades que se apresentam, que são as minhas chances de triunfar!

Hoje aplicarei a minha riqueza mais apreciada:
O meu tempo!

Meu trabalho mais transcendental:
A minha vida!

Passarei cada minuto apaixonadamente para transformar este dia num único e no melhor dia da minha vida!

Hoje vencerei cada obstáculo que surgir no meu caminho acreditando que vencerei!
Hoje resistirei ao pessimismo e conquistarei o mundo com um sorriso com uma atitude positiva esperando sempre o melhor!

Hoje farei de cada humilde tarefa uma sublime expressão!
Hoje terei meus pés sobre a terra compreendendo a realidade!
E as estrelas cintilarão para inaugurar o meu futuro.

Hoje usarei o tempo para ser feliz!
Deixarei as minhas pegadas e a minha presença nos corações queridos!

Venha viver comigo uma nova estação onde sonharemos que tudo o que nos propomos pode ser possível!
E ousaremos brindar a próxima manhã...
Com a certeza de um dia melhor!!!

As pessoas podem não lembrar exatamento o que você fez,
ou até mesmo todas as palavras que você disse...
Mas elas sempre lembrarão de como você as fez sentir...

Às Vezes....
Às vezes eu disco um número de telefone, e quando alguém
atende, não me lembro para quem eu estava ligando.

Às vezes escrevo um bilhete para me lembrar de comprar alguma coisa ou pagar alguma conta, mas eu esqueço onde o coloquei.

Às vezes preciso verificar se a minha escova está molhada para saber se eu já escovei os meus dentes de manhã.

Às vezes, no meu caminho para casa, passo direto por minha casa e só percebo a uns quarteirões de distância.

Às vezes eu sei que eu queria dizer alguma coisa, e não me lembro se já disse ou não.

Mas com freqüência eu me lembro:

De palavras afetuosas
De um doce sorriso
De um dia ensolarado
De um toque de carinho
De um livro que amei
De uma música
De uma paisagem
De um evento especial.

Acho que me lembro mais do que esqueço, não é?

Ultimas pesquisas - tratamentos, reportagens, etc
Médicos vão buscar em colombianos que adoecem muito cedo formas de prevenir surgimento da demência.

.Yarumal, Colômbia. Isolada em sua cidadezinha montanhosa, uma mulher idosa passa os dias cuidando dos filhos de meia idade. Em idades assustadoramente precoces, por volta dos 40 anos, quatro dos filhos de Laura Cuartas, de 82 anos, começaram a se comportar de modo estranho, acometidos pelo que o povo de lá chama de La Bobera. Trata-se da doença de Alzheimer. Um dos filhos, Dario, de 55 anos, balbucia sons incoerentes, molha meias e fraldas e se sacode tão violentamente que, às vezes, precisa ser preso a uma cadeira. Uma das filhas, Maria Elsy, de 61 anos, é uma ex-enfermeira qoe aos 48 anos começou a esquecer o remédio dos pacientes e hoje se tornou uma concha humana, muda e alimentada por um tubo.

"A mais terrivel doença da Terra"
Outro filho, Oderis, de 50 anos, nega que a memória esteja morrendo, mas só lembra de uma coisa de cada vez qdo vai ao mercado. Se desenvolver Alzheimer, diz, vai se matar com veneno.
- Ver os filhos assim é horrível. É a mais terrivel doença da Terra - diz Laura Cuartas.

Por gerações, a doença tem atormentado milhares de pessoas com antepassados em comum. Trata-se da maior história familiar conhecida de doença de Alzheimer. Agora, esse clã colombiano está no centro de um potencialmente revolucionário ataque contra o mal de Alzheimer, um plano para descobrir se oferecer tratamento antes de os sinais de demência surgirem pode prevenir a doença.

A maioria dos membros da família vem de Antioquia, nos Andes. Geografia e ascendência basca (muitos casamentos na comunidade) isolaram essas pessoas. Por tres séculos, muitos do clã, formado por 5 mil pessoas, têm herdado uma mutação genética que lhes faz desenvolver Alzheimer. Famílias grandes e casamentos com parentes próximo aceleraram a disseminaçao da mutação.



quinta-feira, 20 de outubro de 2011


Se os medicamentos atuais não curam a doença, qual o benefício deles para o paciente?

Embora o tratamento farmacológico da DA não modifique ou interrompa a doença, ele melhora significativamente a qualidade de vida do paciente e do cuidador em todas as fases da doença. Além disso, os sintomas pioram progressivamente se a DA não for tratada. O tratamento com medicamentos inibidores da AChE é sintomático; eles melhoram moderadamente as funções cognitivas, o humor (especialmente a apatia), a interação social e as atividades de vida do dia a dia. A memantina melhora a função e cognição, e alguns estudos mostram que ela talvez seja benéfica na prevenção e tratamento da agitação, agressão e outros distúrbios comportamentais.

O Mal ou Doença de Alzheimer é genético?

A maior parte das pessoas com DA tem a forma esporádica da doença, que se inicia mais tarde (depois dos 65 anos de idade) e na qual não existe um padrão de herança genética. Já a forma familiar é rara (corresponde a 8% dos casos de DA), geralmente se inicia antes dos 65 anos de idade (pode aparecer aos 35 anos por exemplo) e tem um padrão genético autossômico dominante.

No caso familiar, se um dos pais tem a doença, a chance que o filho também a tenha é de 50%. Para este tipo da doença já há alguns testes que detectam as mutações que são transmitidas dos pais para o filho, porém este teste é feito apenas em alguns lugares do mundo.

A forma esporádica pode estar associada à mutações gênicas e à combinações específicas de alelos, e parece que a presença dos alelos E4 é o risco que está mais consistentemente associado à DA. Rapidamente falando, existem 3 tipos de alelos para codificar a apolipoproteína E, presente no sangue: E2, E3 e E4. Pessoas com os dois alelos E4 (um herdado do pai e outro da mãe) têm 7 vezes mais chance de ter DA do que pessoas com outras combinações de alelos. Mutações em outros genes (por exemplo Tau, DYRK1A, TOMM40, CLU e PICALM) também são fatores de risco baixos para o desenvolvimento da DA. Porém devo lembrar que o fator de risco apenas aumenta a pré-disposição individual a ter a doença e não quer dizer, em hipótese alguma, que a pessoa terá a doença.

O paciente com Alzheimer pode viver quanto tempo?

Geralmente a DA apresenta progressão lenta com duração média de 5 a 15 anos entre o diagnóstico e a morte. No entanto, o ganho sintomático obtido com o tratamento farmacológico muitas vezes está associado a uma melhora das funções cognitivas e das atividades de vida do dia a dia, atrasando assim a evolução da doença. Não obstante, o acompanhamento médico regular e o tratamento não farmacológico também parecem contribuir para a sobrevida do paciente. Já o não tratamento, doenças concomitantes e o consumo de muitos medicamentos podem acelerar o declínio das funções cognitivas, acelerando o prejuízo mental da DA.

Muitos pesquisadores têm considerado a área da prevenção como a mais promissora na pesquisa das demências, pois muitos fatores têm se mostrado protetores para ela. Pessoas com atividade intelectual intensa estabelecem mais sinapses (estruturas destruídas na DA) e por isso desenvolvem a DA mais tardiamente e, pelo menos no início do aparecimento da doença, os sintomas parecem progredir mais lentamente. Não devemos contudo pensar que a atividade intelectual atua como uma vacina contra a DA. Muitas pessoas extremamente inteligentes têm a doença, porém a maneira como ela se apresenta pode ser menos danosa que o habitual. Outra maneira de tentar adiar a DA é promover a boa circulação cerebral através do controle da hipertensão, do diabetes e dos nível elevados de colesterol. A realização de atividade física regular, o tratamento da depressão, evitar o tabagismo e evitar o abuso no consumo de álcool parecem também atuar como fatores protetores para a DA e também para muitas outras doenças crônicas.

Quais os primeiros sintomas da doença de Alzheimer? Eles aparecem normalmente em qual idade?

Os sintomas presentes na DA, como por exemplo o prejuízo de funções cognitivas (geralmente e especialmente a memória), não são específicos pois podem estar associados ao uso de medicamentos tranquilizantes e/ou que induzem o sono, algumas doenças (por exemplo o hipotiroidismo), depressão e outros tipos de demência. Logo, é sempre importante desconfiarmos de outras causas antes de pensarmos em DA.

Geralmente uma pessoa com DA na fase inicial apresenta alteração de memória principalmente para fatos recentes e desorientação espacial. Futuramente começa a surgir o comprometimento de funções elaboradas como gerenciar as próprias finanças, planejar uma viagem ou até mesmo preparar uma refeição leve. Entretanto, o médico desconfia de DA quando estes sintomas iniciam entre os 40 e 90 anos; mas é frequentemente após os 65 anos que os sintomas da DA começam a aparecer. O início súbito da doença e achados neurológicos focais (como por exemplo hemiparesias, alterações de sensibilidade e dos campos visuais, sinais cerebrais e crises convulsivas) no início da doença ou muito precoces no seu curso geralmente não condizem com o quadro de DA, tornando seu diagnóstico improvável ou incerto.

Qual dica o doutor oferece para os pacientes e para os cuidadores para que eles tenham uma melhor qualidade de vida?

O treinamento cognitivo em pacientes nos estágios iniciais da DA parece ser interessante para a melhora cognitiva na evolução da doença. Assim, é fundamental que sejam estimuladas as funções cognitivas dos pacientes (atenção, memória, linguagem etc.) seja por psicólogos, terapeutas ocupacionais ou mesmo pelos cuidadores. É também de extrema importância que o cuidador preserve ao máximo a independência e autonomia do paciente. Muitas vezes o cuidador acaba facilitando ou até mesmo executando as atividades diárias do doente, como por exemplo alimentá-lo na cama. Isso é um erro. O doente passa a ser infantilizado, sua identidade é deixada de lado, e suas capacidades não são estimuladas, o que o torna um inválido. A preservação da independência mantém a auto-estima e também diminui a carga de trabalho do cuidador. Paralelamente, o idoso muitas vezes perde a disposição para realizar algumas atividades, mas cabe ao cuidador e ao familiar estimulá-lo. Entretanto tenha cuidado com atividades fora do alcance do paceinte; ele vai acabar se frustrando por não conseguir realizá-la, gerando depressão, isolamento e raiva. As atividades realizadas devem ser agradáveis para o paciente, não devem ser muito complexas nem muito simples, e precisam ter algum significado para ele. Para isso é importante levar em conta os interesses prévios do paciente, coisas que ele costumava e se interessava em fazer.

O fator inter-geracional deve sempre ser trabalhado! A interação do doente com netos e bisnetos deve ser encorajada. Isso melhora a aceitação e o respeito por parte das crianças e adolescente, e o idoso mantém contato com as gerações mais recentes.

Na maioria das vezes os cuidadores acabam dividindo suas tarefas de cuidador com suas atividades diárias e com o cuidado de filhos e outros parentes. Há então uma sobrecarga de trabalho, o que pode levar a um isolamento afetivo e social do cuidador bem como a uma exaustão. Os sinais geralmente associados à exaustão sã fadiga permanente, irritabilidade, explosões de choro ou raiva por qualquer motivo, tristeza e choro sem motivo. Assim, é importante que o cuidador participe de atividades e grupos de apoio, e, se possível, faça acompanhamento com médico, educador físico e psicólogo. O cuidador deve também buscar serviços médicos de apoio ao paciente com DA - como programas ambulatoriais e serviços em regime de hospital-dia - a fim de reduzir a carga de cuidado. Do mesmo modo, cabe a ele dividir o cuidado com outros membros da família; por exemplo, os familiares que moram longe podem contribuir com o dinheiro das despesas dos cuidados e os familiares mais atarefados podem contribuir nas atividades periódicas como idas ao médico e ao laboratório para a realização de exames. Não exclua a possibilidade de contratação de um cuidador pago, nem que pelo menos durante um dos períodos do dia. E cuidador, lembre-se: o ato de cuidar e conviver com o paciente com DA irá certamente lhe proporcionar sentimentos únicos de crescimento e transformação, e não deixe de reservar períodos do dia e da semana para praticar suas atividades de interesse pessoal, que não tenham relação alguma com o paciente com DA.

Criasaude.com.br, 11 de junho de 2011.

Dr. Thiago, há algum teste ou exame que mostre se a pessoa possui alguma pré-disposição para a Doença de Alzheimer?

Primeiramente precisamos definir “pré-disposição”. Por exemplo, para desenvolvermos uma gripe é necessário ser infectado por um tipo de virus. Entretanto, fatores como uma baixa imunidade podem facilitar a infecção viral e o aparecimento da gripe. Neste caso, a baixa imunidade seria um fator de risco para a gripe pois pré-dispõe a pessoa à doença. Alguns fatores de risco já são conhecidos por estarem relacionados ao aparecimento da Doença de Alzheimer (DA). São eles: hipertensão arterial, Acidente Vascular Encefálico (AVE, mais conhecido por derrame), diabetes, hipercolesterolemia desenvolvida na vida adulta, consumo de álcool, tabagismo e obesiade. Além disso, há algumas mutações gênicas e algumas combinações de alelos em determinados genes que aumentam o risco para a DA. Por exemplo, atualmente pode-se tipar a apolipoproteína E presente no sangue. Pessoas com a presença do tipo E4 têm uma pré-disposição maior ao desenvolvimento da DA. Mas cuidado! A presença de um ou mais dos fatores de risco acima não significa que a pessoa terá a DA. Muitas pessoas que tomaram conhecimento de que têm um ou os dois alelos E4 passaram por significativo abalo emocional e depressão, ambos desnecessários já que não há garantia que terão a doença. Logo, não faz sentido realizar este tipo de tipagem sanguínea antes do aparecimento dos sintomas da DA.

Quais os medicamentos atuais indicados para o Alzheimer? Eles curam a doença?

Atualmente o tratamento da DA se baseia no uso de medicamentos inibidores de uma enzima cerebral, a acetilcolinesterase (AChE). Tais medicamentos aumentam a quantidade de acetilcolina no cérebro (substancia degradada pela AChE). Porém, estes fármacos promovem um tratamento apenas sintomático e paliativo. Ainda não há medicamento disponível que reduza ou interrompa a degeneração cerebral causada pela DA. Os inibidores da AChE disponíveis no mercado são a donepezila, a rivastigmina e a galantamina. O efeito desses medicamentos começa a aparecer após 8 a 12 semanas do início do tratamento, e deve-se sempre tentar atingir a dose máxima tolerada (dose máxima em que ainda não aparecem reações adversas). Isso é feito para tentar conseguir a máxima melhora funcional possível para o doente. Muitas pessoas com DA não respondem a ao tratamento inicial com um dos inibidores da AChE. Nesses casos pode-se tentar utilizar outro medicamento desta mesma classe ou associar o medicamento inibidor da AChE com a memantina. A memantina, medicamento disponível para o tratamento da DA desde 2003, diminui a velocidade do declínio cognitivo em pacientes com DA moderada a grave e reduz distúrbios comportamentais e agitação psicomotora. Os inibidores da AChE são indicados para o tratamento da DA nas fases iniciais a moderada.

O tratamento, qualquer que seja, deve ser iniciado por médicos especializados no cuidado de pacientes com demência, como neurologistas, psiquiatras e geriatras. O tratamento e o esquema terapêutico devem ser reavaliado a cada 6 meses - também por um especialista - por avaliação global, funcional e comportamental do paciente geriátrico, e pelo teste do MEEM (Miniexame do Estado Mental) ou do CDR (Clinical Dementia Rating). Enquanto houver benefício clínico o tratamento deve ser continuado.

Drogas antipsicóticas são usadas comumente para tratar agitação, agressão e psicose com eficácia moderada. Alguns aticonvulsivantes como a carbamazepina também têm sido usados com esta finalidade. Para o tratamento da depressão associada podem ser usados antidepressivos como o citalopram e a sertralina. A maioria destes medicamentos são usados na DA de modo off-label (isto é, sem indicação para pacientes com DA na bula).

Promessa de novos tratamentos contra Alzheimer


nglaterra - EUA - Brasil – Cientistas prometem dois novos tratamentos contra Alzheimer. Um é a base de anticorpos e já deve ser testado em humanos no ano que vem; o outro que utiliza células troncos é promesa para daqui 5 anos.

Um estudo realizado na University College de Londres, publicado na revista Nature Communications, indica que dois anticorpos específicos podem impedir a ação da toxina beta-amiloide, que é uma proteína que se acumula nos cérebro das pessoas com Alzheimer, dificultando a comunicação entre as células. Este estudo foi realizado em camundongos, mas estudos em humanos já estão previstos para o ano que vêm.

Outro estudo realizado em ratos, conduzido pelo cientista Kiminobu Sugaya, demonstrou que o aumento do número de células no cérebro, através do uso células-tronco, pode deter a doença. Não há nada comprovado, mas os resultados são muito promissores.

A Língua

A língua deve ser massageada com escova macia, para remoção de sujidades.

Em caso de haver presença de uma crosta branca sobre a língua - saburra - removê-la utilizando uma solução de bicarbonato de sódio, na proporção de 1 colher de café de bicarbonato em 1 copo d´água. Para executar a limpeza da língua, molhar na solução a escova de dentes, ou uma espátula envolvida em gaze, ou mesmo o próprio dedo indicador envolto em gaze e proceder a limpeza. Esta deve ser feita com movimentos suaves, sem esfregar.

O que observar

Deve-se observar cuidadosamente a presença de lesões na cavidade oral - manchas brancas, vermelhas, pequenos ferimentos que sangram e não cicatrizam - e neste caso, alertar o médico responsável.

Cuidar bem da boca é sempre necessário!

A higiene oral é um hábito saudável e agradável que deve ser mantido ao longo de toda a vida. Alterações da mucosa oral, perda de dentes, próteses mal ajustadas, gengivites (inflamação das gengivas), diminuição do fluxo salivar, são fatores que podem ocasionar infecções na cavidade oral.

A higiene oral deve ser realizada após cada refeição ou num mínimo de 3 x dia.

A boca deve ser inspecionada imediatamente após cada refeição, para que dessa forma, possa ser removido todo e qualquer resíduo alimentar.

Utilizar escovas de dentes de cerdas macias, massageando as gengivas verticalmente com suavidade.

Pode-se utilizar após cada escovação anti-sépticos orais, mantendo assim um hálito agradável.

Algumas vezes é muito difícil fazer com que o paciente abra a boca para se fazer a higiene oral. Tente introduzir delicadamente uma espátula entre os dentes e faça um movimento rotatório, caso não seja possível, utilize o próprio dedo indicador envolto em gaze para que seja possível a higienização.

Ele gostava de viajar, não pode mais?

O lazer deve ser encarado como necessidade básica e dessa forma, todos os hábitos e preferencias do paciente devem ser mantidos e adaptados segundo o grau de dependência apresentado e visando preservar e manter, por longo tempo, atividades que produzam bem estar.

Uma das alterações que o paciente apresenta é a desorientação espacial. Deve-se ter muito cuidado com mudanças de ambiente, que produzam estranheza a ele fazendo com que possam ocorrer crises de delírio, agitação e alucinação.

As viagens são indicadas, desde que curtas.

O motorista deve avaliar a necessidade de parar o veículo a intervalos de tempo que não excedam 2h, para dar oportunidade ao paciente de caminhar, alimentar-se ou ir ao banheiro.

Evitar viagens de automóvel no meio do dia, especialmente no verão.

É aconselhável iniciar uma viagem de carro, ao amanhecer, aproveitando que o paciente (na maioria dos casos) acorda cedo.

As viagens de avião também são permitidas, porém deve-se levar em conta as horas do vôo. Converse com seu médico, apenas ele poderá avaliar a necessidade ou não de medicar o paciente, a fim de mantê-lo tranqüilo durante a viagem.

Nas paradas, jamais se descuide dele, mantenha-o identificado (pulseiras, medalhas, etiquetas), atenção! ele pode perder-se.

Se houver um comportamento inadequado em público, discretamente retire-o do ambiente. Infelizmente para as pessoas que desconhecem a doença, alguns comportamentos apresentados provocam risos. Não permita que o paciente sinta-se exposto ao ridículo, ele é sua responsabilidade, trate-o com amor e respeito.

Permita que o paciente assista a filmes antigos, considere que sua memória antiga pode estar preservada.

Ir a restaurantes também é um hábito que deve ser mantido, se agrada ao paciente. Pense, no entanto, na escolha ideal. Restaurantes discretos e tranqüilos são os mais indicados.

É preciso mantê-lo ocupado!

Manter atividades é extremamente importante, porém deve-se levar em consideração as preferências anteriores do paciente na tentativa de mantê-las por maior tempo possível. Ouvir o aconselhamento de profissionais capacitados em manter as atividades é bastante útil, dessa forma, a ajuda de um fisioterapeuta e de um terapeuta ocupacional proporcionará adequada manutenção das atividades exercidas pelo paciente, respeitando-se o grau de dependência apresentado.

Todas as atividades devem estar subordinadas às habilidades e limitações atuais do paciente.

Observe e considere as preferências do paciente. desde que elas não representem perigo para ele.

Crianças costumam alegras pessoas idosas. Planeje atividades que envolvam pacientes e crianças, porém, lembre-se, elas devem ser supervisionadas. Considere que um simples choro de criança pode assustá-lo e precipitar crises de agitação e agressividade.

Quando possível, convide-o às compras ou leve-o a passear por um centro comercial. Esta atividade distrai e permite o exercício físico, tão necessário a ele.

Se possível, busque aconselhamento com profissionais capacitados (terapeuta ocupacional), que certamente terão condições de avaliar e indicar quais atividades poderão ser executadas pelo paciente, segundo as limitações físicas e/ou mentais apresentadas.

O paciente deve receber orientação de como realizar uma determinada atividades todas às vezes que for executá-la. Lembre-se que provavelmente você terá que terminá-la por ele.

Atividades domésticas simples, como varrer, tirar o pó, devem ser encorajadas, pois irão gerar, no paciente, um sentimento agradável de participação e utilidade. No entanto, você deve supervisionar estas atividades.

As habilidades devem ser analisadas, individualmente. A falta de interesse demonstrada pelo paciente pode simplesmente significar que ele não consegue realizar o tipo de atividade oferecida.

As atividades sociais fora de casa devem ser selecionadas, amigos ou parentes que o acompanham devem ter plena consciência de suas limitações, para que possam agir transmitindo calma e segurança.

O cuidador deverá ser bastante criativo e observador para adaptar e talvez substituir atividades que outrora eram realizadas com perfeição, mas que agora já não são mais possíveis.

As atividades profissionais (desde que possível) devem ser incentivadas e o paciente observado sutilmente, ainda que seja preciso que outra pessoa, em um segundo momento, refaça a tarefa executada por ele.

As atividades domésticas deverão contar com uma supervisão adequada, especialmente aquelas executadas na cozinha. Utilize estratégias como: "Hoje trouxe-Ihe uma receita deliciosa de bolo, no entanto, o segredo é batê-lo à mão", evitando com isso prováveis acidentes com eletrodomésticos.

Ele engasgou... e agora?

Engasgos são muito freqüentes nos portadores da doença de Alzheimer, nas fases mais avançadas o cuidador deve permanecer atento para esta ocorrência.

Evite alimentos secos, como biscoitos tipo "sequilhos", que embora sejam macios constituem-se grande perigo.

Pense que a peristalse (movimento de contração do esôfago que "empurra" o alimento para a frente) encontra-se diminuída e, neste caso, o paciente sente que o alimento está parado na garganta.

Quando perceber que ele está engasgando facilmente, consulte um profissional capacitado fonoaudiólogo - para que seja analisado o grau de comprometimento apresentado na deglutição e receber orientações sobre a apresentação (consistência) da dieta.

Genericamente, pode-se mudar a consistência da dieta de sólida para pastosa, o que diminui o risco de engasgamentos.

Separe cada alimento e passe-o por peneira fina ou triture-o em liqüidificador, apesar da dependência, permita que o paciente sinta o sabor de cada um deles.

Em situações de engasgos, não dê tapas nas costas, levante os braços do paciente, ou dê água.

Posicione-se imediatamente por trás dele, abraçando-o cruze as mãos, mantenha sua cabeça inclinada para frente e comprima o diafragma.

Dê preferência aos líquidos engrossados, eles minimizam o risco de engasgamentos.

Frutas devem ser oferecidas em forma de purê.

Gelatinas são sobremesas saborosas e apresentam boa consistência, podendo ser usadas como engrossantes para líquidos finos.

Proteger o paciente de si mesmo, como?

Pacientes confusos, vagantes, com limitações motoras, desorientados no tempo e no espaço, necessitam de supervisão constante e algumas medidas, que previnam a ocorrência de acidentes, tanto domésticos quanto em ambientes externos devem ser adotadas.

Dessa forma pensar em adaptar o ambiente tornando-o mais seguro e é de suma importância.

Adotar medidas preventivas ainda é a maneira mais eficaz de se promover a segurança do paciente portador da doença de Alzheimer.

É importante enfatizar que todos os cuidados preventivos estão intimamente relacionados com a adaptação ambiental.

Inicialmente analise cada compartimento da casa, a fim de eliminar riscos potenciais de acidentes.

A cozinha e o banheiro são freqüentemente os dois ambientes mais perigosos para o portador da doença de Alzheimer.

Embora as adaptações sejam necessárias, não devem descaracterizar totalmente o ambiente familiar ao paciente e pelo qual ele tem apreço. Assim, móveis e objetos familiares a ele devem ser mantidos no mesmo lugar.

Todos os objetos perigosos devem ser removidos, genericamente: os pontiagudos, cortantes, quebráveis ou pesados (faqueiro, martelo), pequenos objetos como alfinetes, botões, agulhas, moedas (que podem ser engolidos), devem ser guardados em local seguro.

Objetos como eletrodomésticos, louças, facas devem ser guardados em local seguro.

Estimule-o a ajudar com tarefas simples que não ofereçam perigo.

Nunca permita que o paciente execute atividade na cozinha quando estiver sozinho. Pense que ele pode não se recordar de como manipular eletrodomésticos com segurança.

Uma dona de casa que não mais consegue ligar uma batedeira de bolo deve ser estimulada da seguinte forma: "Tenho uma nova receita que gostaria que você fizesse, no entanto o ´segredo´ para que ele fique gostoso é que deverá ser batido à mão".

Não permita que o paciente aproxime-se de panelas contendo alimentos quentes, chama do fogão.

Mantenha o gás desligado.

Atenção com a porta da cozinha se ela se comunicar com o exterior da casa, mantenha-a fechada.

Mantenha produtos de limpeza, desinfetantes, detergentes ou inflamáveis como álcool em armários, que devem permanecer fechados.

Mantenha fósforos e acendedores em local inacessível ao paciente.

A geladeira deve ser mantida limpa e fechada. Lembrar que a maioria dos pacientes mantém uma dieta alimentar (como os hipertensos e diabéticos) que deve ser respeitada.

Gavetas na cozinha que acondicionam objetos pesados (faqueiros, por exemplo), devem ser colocadas na parte inferior do armário para evitar acidentes, caso haja o desencaixe. É extremamente comum pacientes sofrerem traumas (cortes, fraturas), após abrirem esse tipo de gaveta que (sem travas), caem aos pés gerando o acidente.

O piso da cozinha deve ser preferencialmente antiderrapante. Nunca o encere, o risco de quedas com conseqüente fratura é muito alto.

Os banheiros geralmente apresentam pisos lisos e escorregadios, deve-se providenciar tapetes antiderrapantes (emborrachados) para evitar quedas.

Se possível, deve-se colocar barras de segurança na parede do interior do box e ao lado do vaso sanitário, elas permitem que o paciente se apoie e sinta-se seguro e ainda evitam que ele se apoie em suportes falsos, como os de toalhas, cortinas, a pia.

Retire do armário do banheiros todos os medicamentos, lâminas de barbear, soluções etc. Mantenha apenas os objetos pessoais de higienização.

As tomadas devem ser especiais, cobertas por tampas.

Luminárias devem ser colocadas no alto, grandes lustres devem ser evitados. Fios e extensões mantidos fora da área de circulação.

Fechaduras devem possibilitar a abertura da porta pelos dois lados, pois auxiliam o cuidador caso o paciente tranque-se e não consiga abrir a porta.

As janelas nunca devem permanecer abertas, quando o paciente estiver só. Deve-se avaliar a necessidade de colocação de telas ou grades, especialmente nos casos de o paciente residir em apartamentos.

Mesas de centro, móveis com vidros e saliências pontiagudas devem ser removidos, quando constituem obstáculo à passagem.

Tacos soltos devem ser colados.

Tapetes soltos devem ser removidos, pois facilitam as quedas.

Pisos com desenhos podem desorientar, desequilibrar e gerar crises de alucinação e quedas.

Os lugares por onde o paciente circula devem ter preferencialmente pisos antiderrapantes, lisos (sem estampados), sem tapetes soltos, livres de objetos que possam confundir e ocasionar quedas.

Os sofás, poltronas ou cadeiras devem ser envolvidos cuidadosamente. Devem ser firmes, fortes, com antebraços que permitam o apoio para o ato de sentar e levantar, devem ainda ser revestidos de material impermeável e lavável, principalmente nos casos de pacientes incontinentes.

As paredes devem ser pintadas em tom pastel, não é aconselhável o uso de papéis de parede estampados e com desenhos, pois podem gerar crises e alucinação e agitação.

As portas devem ser mantidas fechadas e todas as chaves (com cópias) em poder do cuidador, ou em local seguro inacessível ao paciente.

O paciente nunca deve ficar totalmente no escuro, instalar luz de vigília - pequena luz que ligada à tomada, produz iluminação suficiente.

A cama convencional e baixa é indicada nas fases iniciais da doença, deve-se sempre, no entanto, avaliar a necessidade de colocação de grades laterais.

Os pacientes agitados devem ter sua cama encostada em uma das paredes e possuir grade lateral.

As camas hospitalares com grades laterais e providas de colchão "casca de ovo" são indicadas para pacientes de alta dependência.

A iluminação natural é ideal. Deve-se manter os ambientes claros e arejados.

Caso haja escadas, estas devem ser bem iluminadas e contar com corrimão de ambos os lados.

Distraia-o para que ele não suba e desça escadas desnecessariamente.

Os passeios externos devem ser incentivados, porém estarão subordinados ao grau de dependência apresentado.

Em qualquer fase da doença o paciente jamais deverá permanecer desacompanhado fora de casa.

Passeios de carro podem ser agradáveis, providencie para que haja travas nas portas, que impeçam que elas abram por dentro. Acomode o paciente preferencialmente com um acompanhante na parte traseira do automóvel, com cinto de segurança.

Como eu o "obrigo" a tomar o remédio?

Alguns pacientes recusam-se a tomar as medicações prescritas, outros querem medicar-se a todo momento. É importante reconhecer que medicamentos e doses só devem ser administrados se prescritos por um médico.

Sempre que o paciente necessitar ser medicado, deve-se consultar um médico.

Nunca dê remédios (por mais "inofensivos" que possam parecer) ou receitas caseiras para gripe, obstipação intestinal, hipertensão etc., sem que seu médico esteja ciente. É comum a ocorrência de problemas sérios após o uso de medicamentos ditos "inofensivos".

Informe todos os médicos envolvidos com o paciente com respeito às drogas utilizadas por ele.

Reações adversas podem ocorrer: agitação, alucinação, prostração, dores abdominais, náuseas, vômitos etc., neste caso o médico responsável deve ser avisado imediatamente.

Pacientes que fazem de uso de medicação digitálica devem ter seus batimentos cardíacos contados antes da medicação, pulsações abaixo de 60 batimentos/minuto devem ser comunicadas ao médico.

As medicações hipotensoras (para pressão alta) exigem controle da pressão arterial antes de serem ministradas, naqueles pacientes que apresentam variações da pressão.

Caso haja uma queda súbita da pressão arterial, contate o médico e mantenha o paciente no leito com os membros inferiores elevados, sem travesseiros. Oferecendo líquidos à vontade.

O cuidador jamais deverá mudar doses e horários das medicações sem consultar o médico anteriormente.

Nunca repartir medicamentos com outros cuidadores ou pacientes, lembre-se que uma mesma droga pode ter efeito benéfico em um paciente e produzir efeitos nocivos em outro.

Mantenha em seu poder uma lista atualizada dos medicamentos que estão sendo utilizados pelo paciente, contendo nome da medicação, dose, horário e data do início do tratamento. Estes dados poderão ser úteis em casos de reações adversas ou superdosagem.

Procure saber com antecedência quais farmácias mais próximas estarão de plantão nos finais de semana, feriados e/ou plantão 24h.

Mantenha sempre à mão o número de telefone do médico, hospitais e prontos-socorros para eventuais atendimentos de emergência.

Claramente, o cuidador deve informar ao paciente o tipo de medicamento que ele está usando e porquê. Esta medida é muito eficiente especialmente nas fases iniciais da doença e fará com que o paciente aceite a medicação com maior facilidade.

Caso o paciente não aceite a medicação, porque tem dificuldade para engolir ou cospe os comprimidos, estes devem ser triturados e misturados aos alimentos ou ao suco.

Se a absorção do medicamento for no estômago e produzir intolerância gástrica (azia, náuseas, vômitos, plenitude), o médico deve ser comunicado para, se for o caso, interromper a terapêutica, substituir a apresentação (de comprimido para líquido ou injetável) ou ainda prescrever um protetor gástrico, simultaneamente.

Supervisionar doses e horários das medicações prescritas é dever do cuidador, que não deve esperar que o paciente as tome por si só. Haverá um momento em que a responsabilidade pela administração das drogas ficará inteiramente a cargo do cuidador.

Armários que contenham medicamentos deverão ser mantidos fechados à chave, e estas guardadas em local inacessível ao paciente.

O paciente nunca deverá ficar sozinho com medicamentos ao seu alcance.

Ao administrar a medicação, o cuidador deverá ter certeza de que o paciente engoliu pois caso ele não o tenho feito, além de não estar medicado, se cuspiu, crianças e/ou animais domésticos poderão acidentalmente ingeri-Ios.

Qualquer suspeita de superdosagem de medicamentos ou ingestão de produtos tóxicos deve ser comunicada ao médico antes de se provocar vômitos ou realizar qualquer tipo de procedimento.

Em situações de emergência, quando não é possível o contato com o médico do paciente, este deve ser levado imediatamente ao pronto socorro mais próximo.

Ele esta vendo coisas, o que eu faço?

Algumas pessoas podem apresentar alucinações visuais ou auditivas, quando apresentam a falsa impressão - sem que haja um estímulo externo - de estar vendo ou ouvindo coisas que outras pessoas não vêem ou ouvem, respectivamente.

Esta alteração de comportamento provoca grande transtorno no seio familiar, especialmente porque, a maioria das pessoas não estão preparadas para administrar bem esta situação.

Esta é uma situação muito especial e requer calma e paciência para trazer o paciente de volta à realidade, sem grandes traumas.

São várias as causas que geram crises de alucinação e o paciente deve passar por uma avaliação médica para determiná-las com segurança.

Deve-se estar atento à presença de doenças do sistema urinário, infecções, dependência de álcool, reações adversas às medicações utilizadas, desidratação, dores severas e presença de fecaloma (fezes em consistência de pedra).

O cuidador deverá estar atento às reações colaterais dos medicamentos utilizados pelo paciente (efeito que ocorre simultaneamente ao desejado, nem sempre confortável para o paciente). Em presença de qualquer reação adversa (efeito indesejado e não esperado apresentado pelo paciente), como mudanças comportamentais, tremores etc. o médico deve ser avisado imediatamente.

Com o avançar da idade, a diminuição das acuidades visual e auditiva pode ser um fator desencadeante de alucinação. É importante que o paciente visite regularmente seu médico para avaliação dessas funções e possível encaminhamento à especialistas em oftalmologia e fonoaudiologia.

Não se deve discutir com o paciente aquilo que ele diz ver ou ouvir, tampouco entrar na alucinação concordando com aquilo que ele vê ou ouve. Frases como: "sei que você viu, mas eu não vi", costumam acalmar e transmitem confiança.

Tente conduzir o paciente para outro lugar da casa, convidando-o a passar por áreas mais claras, quando a alucinação acontece.

Busque atividades interessantes que o agradem e distraiam, observe fotos de paisagens bonitas, álbuns de família. Estes são alguns exemplos que ajudam a reduzir alucinações.

Tente trabalhar sempre na tentativa de trazer o paciente à realidade. Observe quais ruídos, objetos etc. são responsáveis pela alucinação e providencie para que sejam removidos.

Cortinas, papéis de parede ou louças estampadas costumam gerar crises, nesse caso, é conveniente substituí-los por padronagens lisas e claras.

Sombras na janela, podem ser provocadas por vegetação (folhas de árvores que balançam ao vento), e neste caso, devem ser podadas.

Evite espelhos, em algum momento da evolução da doença eles podem desencadear uma crise alucinatória, quando por exemplo o paciente perder a capacidade de reconhecer sua própria imagem refletida. Cobri-los ou removê-los é o ideal.

Saiba respeitar uma crise de alucinação, que para o paciente é bastante real, com palavras calmas, tom de voz suave e o toque carinhoso, traga-o de volta à realidade, transmitindo-Ihe confiança.

Andar sem parar, o que é isso?

Trata-se de um estado de inquietude que faz com que o paciente ande de um lado para outro, sem demonstrar sinais de cansaço. Fenômeno conhecido por vagância ou perambulação. É uma alteração de comportamento que também pode estar relacionada a quadros infecciosos e desidratação.

A principal preocupação evidentemente está em trabalhar para o reconhecimento das possíveis causas da vagância, além de manter a segurança pessoal/ambiental.

A perambulação pode ocorrer a qualquer momento (dificilmente no início da doença), alguns pacientes não a apresentam, isto porque não existe um padrão de evolução igual para todos eles. O cuidador deve pensar, portanto, em formas de minimizar os riscos e perigos que a perambulação pode oferecer (quedas, fugas).

Familiares próximos, comerciantes, amigos, vizinhos, devem ser comunicados quando o paciente apresentar este fenômeno. Eles devem ser orientados que, caso o paciente seja encontrado vagando pelas ruas, devem aproximar-se calmamente e tranqüilizado-o, conduzi-lo para casa.

A dieta que o paciente recebe deve ser equilibrada com uma oferta maior de carboidratos, pois o seu consumo de energia é maior. Esta é um dos fatores que pode explicar a perda de peso.

A desorientação têmporo-espacial (incapacidade para reconhecer dias e noites e o local onde se encontra) também pode explicar a inquietação motora demonstrada pelo paciente.

Infecções, reações adversas a alguns medicamentos, dores, fecalomas (fezes em consistência de pedra), devem ser descartados por um médico. Às vezes a presença de um inseto nas roupas ou qualquer outra sensação de desconforto, pode causar inquietude motora, fazendo o paciente vagar.

Alterações de sono também são responsáveis pela perambulação. Deve-se evitar que o paciente durma durante o dia. Lembrar que idosos tem menor necessidade de sono.

Pacientes que apresentam perambulação noturna (caminham à noite), não devem dormir de meias, o risco de escorregar e cair é muito alto.

Mantenha o paciente ocupado durante o dia, atividades e exercícios físicos adaptados as suas limitações (se houverem) devem fazer parte de sua rotina.

Caminhadas, atividades domésticas simples, serão de grande valor, e embora ele (a) muitas vezes não consiga terminar uma atividade, gasta energia e possivelmente terá um sono mais tranqüilo.

Medidas de segurança devem ser adotadas, mesmo para aqueles pacientes que nunca tenham se perdido; ele deve ser observado sutilmente, identificado com uma pulseira, medalha ou até mesmo na parte interna da etiqueta do vestuário com nome, endereço e se possível dados médicos.

Todos os riscos devem ser avalizados pelo cuidador. Assim, portas, janelas, poços, piscinas, escadas, sacadas, devem ser supervisionadas rotineiramente com a finalidade de manter a segurança do paciente que vaga.

Os arredores da casa também devem ser analisados, ruas com tráfego intenso oferecem grande perigo.

Travas colocadas na parte alta ou baixa da porta mantém a casa segura e dificilmente são percebidas pelo paciente.

Se houver quintal, este deve ser protegido por cercas altas e firmes ao redor.

Vãos abertos em escadas devem ser fechados.

As chaves do carro devem ser guardadas em local seguro, longe do alcance do paciente. Muitos já foram encontrados após horas, perdidos, dirigindo inclusive carros de outras pessoas. Pense que talvez retirar uma ou outra peça do carro, impedindo com isso que ele funcione, pode ser uma boa solução alternativa.

Caso o paciente saia e se perca, é conveniente iniciar a procura em locais que habitualmente ele freqüentava, familiares a ele.

Lembre-se o paciente não pode sentir-se perseguido pelo cuidador, observe-o e supervisione suas atividades com sutileza.

Não chore por mim... nem se deprima por ter que conviver com um demente. Nós não escolhemos a demência. Tenha fé. Eu choro sozinho por saber que estou limitado e por eu ser fervorosamente (veemente) apegado em minha vida. Seja você saudável. Basta eu de doente.
Não se sinta triste, enjoado ou impotente por me ver assim. Dê-me em seu coração, compreenda-me e me apóie.
Por último, quando algum dia me ouvir dizer que já não quero viver e só quero morrer, estiver em fase terminal e vegetal, não se enfades. Algum dia entenderás que isto não tem a ver com seu carinho ou o quanto te amei.
Trate de compreender que já não vivo, senão sobrevivo, e isto não é viver.



Esta carta é bem antiga e sempre bom ser lembrada