
Os sinais mais aparentes de que algo está errado, de que estamos ultrapassando os limites, começa com infecções oportunista, aquelas que aparecem com baixa resistência, ou seja, gripe constante, uma conjuntivite, um cansaço sem causa aparente, dormir e não sentir que descansou...entre tantas que se for enumerar, passarei dias e não acabarei de falar.
O que fazer? Bom parece simples falar, mas sei o quanto é difícil colocarmos em prática, principalmente quando isso implica em dizer NÃO. Seja um não para um filho que quer que você fique com o neto, para ele sair... ou não para uma limpeza que ao seu ponto de vista é urgentíssima (juro que a casa um dia sem passar pano, não cairá)etc...Lembrar que não somos ONIPOTENTES, que não somos INSUBSTITUÍVEIS, IMPRECINDÍVEIS, se nós não fizermos, outro fará. Pense sempre: E se eu morrer, outra pessoa não fará? Então para quê se matar antes do tempo?
Outra coisa é aprendermos a olhar para nós, termos um momento só nosso, fazer algo que nos dê prazer, seja uma leitura, um artezanato, uma culinária, uma jardinagem...Mas tire o tempo para você, não pense no que deixou de fazer para estar alí, e sim, aproveite para relaxar...Não pode ou não gosta de fazer nada disso, tome um banho demorado, sem culpa.
Ao sentir uma dor, visite um médico...as dores são psicológicas? NÃO, são sinais de que algo não está bem.
O maior vilão do cuidador é a depressão, uma doença silenciosa e traiçoeira, se instala devagar, vem com o stress, com as cobranças que fazemos a nós mesmo o tempo inteiro. Ela não é doença de rico, como muito pregam, e sim, uma doença que acomete a milhões de pessoas anualmente, e com ela temos VÁRIOS outros problemas de saúde.
Pensarmos em NÓS um pouco, não é egoísmo, e sim necessidade. Largar mão de coisas que nos aborrecem, é ganhar uma vida melhor.





